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Mostrando postagens de 2011

Resumo da mesa “Paradidáticos e sua Importância para a Educação” - Ubiratan Castro, Pawlo Cidade e Silvino Bastos

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Ubiratan Castro, Pawlo Cidade e Silvino Bastos discutiram o conceito de paradidáticos, seu uso e suas consequências para a educação com a mediação de Nildon Pitombo.
Latidos, miados, batidas de pé, apertos de mão, palmas e uma fábula de Millôr Fernandes são a maneira de Pawlo Cidade, escritor com formação teatral, usou para mostrar, através da interação com o público, o que é possível produzir quando se foge do convencional. Ubiratan Castro explicou que a arte também é uma forma de conhecimento: “nossa epistemologia deve ser baseada na diversidade”, afirmou.
Os autores discutiram o desafio de se fazer literatura para os jovens, que preferem ver filmes a ler livros. Para Pawlo, escrever para a juventude é difícil porque pensamos que estamos produzindo para uma categoria, mas estamos sendo lidos por outra. O paradidático acaba sendo um livro que o aluno tem a obrigação de ler. “Por que indicar um livro em vez de deixar que o ele escolha?”, questionou. O discurso literário, assim, invade ca…

Autores debatem mudanças didáticas para tornar literatura atrativa na escola

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POEMA SEM POESIA

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O grande poeta Fernando Pessoa imortalizou um verso que acusa o poeta de ser um fingidor. “Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.” Talvez, esse não seja um dom somente dos poetas, mas, de todos os artistas. Sobretudo, os artistas de Teatro.
Entretanto, hoje não vou escrever sobre Teatro. Vou falar de poesia. O título desta coluna remete a um poema de Nivaldo Melo, escrito em abril de 2002. Não conheço Nivaldo, mas, fui apresentado a ele através de seus versos pelo meu amigo e irmão, José Teles. Um ávido leitor e colaborador deste jornal, entusiasta da cultura e apreciador da boa literatura.
Pois bem, Nivaldo Melo é um desses poetas que cativa a gente pela simplicidade de seus versos que falam diretamente ao coração. É um homem que “fala com Deus” e sente-se pequeno diante da tragédia humana ao ter uma “visão estarrecida” do nosso querido planeta onde “tombam seres providos de alegria, num contra-senso, em volúpia fria, neste desprezo aos ideais ma…

O Conflito Dramático

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O Teatro é um conflito. O elemento básico, essencial a ação dramática, na qual se desenvolve em função da oposição e luta entre diferentes forças. Ator e personagem se estranham, mas, ao mesmo tempo se encontram, se completam. O conflito é determinante. Ele aponta a direção, estabelece o diálogo e permite que a ação teatral ocorra até atingir o clímax. Há que se afirmar que o “conflito dramático é a marca da ação e das forças opostas do drama”, acentua Olga Reverbel. E acrescenta: “Há conflito toda vez que duas ou várias personagens tem atitudes, ideias ou visão do mundo opostas: amor/ódio, opressor/oprimido etc”. Segundo Patrice Pavis, de acordo com a teoria clássica do teatro dramático, a finalidade do teatro consiste na apresentação das ações humanas, em acompanhar a evolução de uma crise, a emergênciae a resolução de conflitos. O conflito tornou-se a marca registrada do teatro. Entretanto, isto só se justifica para uma dramaturgia da ação (ação fechada). Outras formas (a épica,por e…

NOSSO PARTIDO É A CULTURA

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Bloco Afro Mini-Kongo
Todas segundas quintas-feiras do mês, o Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Território Litoral Sul é convocado para uma conversa sobre os principais acontecimentos da Cultura no país e na região. Desde que foi criado, em 2008, o Fórum vem promovendo ações de qualificação de pessoal ligadas à arte e à cultura do Litoral Sul, a princípio, por meio da Universidade Estadual de Santa Cruz, como o curso de extensão em Gestão Cultural, o Seminário de Pontos de Cultura, o encontro do Proler, a escola de sanfoneiros que ocorrerá nos próximos dias. Entre suas finalidades está a que propõe projetos comuns, integrados ou não, entre os Municípios membros, Territórios e pleitear financiamento junto ao poder público e iniciativa privada, nacionais e internacionais visando a ampliação das ações e atividades do Fórum. O FORTEATRO-SUL – Formação em Teatro e Cidadania do Território Litoral Sul é um exemplo disso e será realizado em dezessete das vinte e seis cida…

CULTURA SÓ SE RESOLVE COLETIVAMENTE

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Pawlo Cidade
“Cultura só se resolve coletivamente”. Ao ouvir esta frase do Professor e Acadêmico Ruy Póvoas - parte da fala inspiradora que ele chamou de “Reflexão”, na manhã da última quinta-feira, na sede da AMURC, em Itabuna, na abertura da reunião que elegeu a nova diretoria do FAEGSUL - Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Litoral Sul, duas coisas me chamaram a atenção.

A primeira foi à propriedade com que o Professor se debruçou sobre um conceito de cultura que venho perseguindo desde que entendo de Política Pública de Cultura; a segunda a de que a Cultura só se resolve pela educação. Sobre esta última entrarei em detalhes numa outra oportunidade. Mas, sobre a busca do coletivo para resolver o individual é uma questão que também pode partir do Estado.
O Estado deve ser capaz de engendrar um plano que permita o diálogo entre todos os segmentos artístico-culturais, a comunidade e o próprio Estado. E isso só é possível a partir do momento em que ele – o Estado - fo…

PARABÉNS, VERCIL!

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Senhor Presidente, ilustríssimos confrades e confreiras, autoridades aqui representadas, meus senhores, minhas senhoras. Quando me foi delegada a responsabilidade de saudar este ilustre historiador, pelo também historiador e digníssimo presidente desta Academia de Letras, professor Arléo Barbosa, eu disse para mim mesmo: que benção! Uma das coisas mais fáceis que existem nesta vida é falar das pessoas que admiramos. “As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto, elas passam por si mesmas sem se admirarem ”. Vercil Rodrigues é uma dessas poucas pessoas que a gente passa a compreender que “amar é admirar com o coração. Admirar é amar com o cérebro ”.

O menino pobre, da pequena e pacata cidade de Gongogi, filho de dona Elza Rodrigues da Silva, aprendeu desde cedo que a leitura abre portas para o mundo e que o estudo dignifica o homem. Apesar das dific…

O SEQUESTRO DOS RAIOS DE SOL, texto teatral infantil que em breve será lançado pela Via Litterarum.

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A CASA DE MARIA BONITA

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Casa de Maria Bonita, em Malhada da Caiçara - Paulo Afonso/Bahia
Estivemos no Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita, visitando a “Casa de Santinha”, título homônimo, provisório, do mais novo espetáculo do grupo Teatro Total. O Seminário aborda aspectos, vida e curiosidades da mulher que abriu o movimento cangaceiro para a figura feminina: Maria Gomes de Oliveira, a Maria Déa, depois Maria Bonita. A nova proposta cênica, que deve estreiar em setembro deste ano, se passa no ano de 1931. O Cangaço, liderado por Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, impera pelo sertão nordestino. Maria, filha de Zé Felipe e Dona Déa, vive um casamento conturbado com um sapateiro dançarino e boêmio chamado Zé de Neném. Inconformada com o casamento da filha, Dona Déa promete a Virgulino sua filha Maria. Maria se apaixona pelas histórias do Rei do Sertão, contrariando a prima Mariquinha e o marido Zé de Neném. Dona Déa convence Zé Felipe a proporcionar um encontro entre Lampião e Maria. Ao vê-la,…