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Mostrando postagens de 2012

CRÍTICA LITERÁRIA

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O que tem Maria Amélia com os amores de Caetano? Por Pawlo Cidade[1]
Chegou às minhas mãos a obra de Chiquinho. Face a leitura fácil, gostosa e esclarecedora, me vejo às voltas de um historiador que, além de contar com esmero os fatos, causos e acontecimentos de sua Terra natal, sabe como ninguém que a memória é o essencial – como diria Jorge Luis Borges – “visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.”
Pois é o que vemos ao ler “Cidade Tobogã”, livro que conta a história da cidade de Ibirapitanga (distante 106 km de Ilhéus), a cidade que “nasceu entre os rios Cachoeira do Pau e Revés.” Como também sou um contador de causos e histórias, saltei alguns capítulos e fui logo conhecer as curiosidades e acontecimentos que tiveram como protagonistas diversos moradores como Antonio Aragão, Mestre Né, Gia que deixaram registrado uns chavões como o título que leva este artigo sobre o livro. Me diverti mais ainda ao conhecer os apelidos exóticos que a saud…

ENTRE LIVROS E LETRAS, VOU "TOCANDO" O BARCO. NEM SE EU FOSSE MÚSICO.

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Estou fazendo uma disciplina de Gestão Matricial e Compartilhada do Espaço Público, coordenada pela Fundação Getúlio Vargas. Ela faz parte do Curso de Gestão das PECs - Praças dos Esportes e da Cultura. Esta disciplina irá nortear a criação de um Conselho Gestor, formado pelo governo e pela sociedade civil, com objetivo de se criar uma gestão compartilhada para a PEC. É uma disciplina online que permite escolher os dias e os horários para estudá-la.
Tenho ainda que participar do processo de seleção do Mestrado de Letras: Linguagens e Representações, da Universidade Estadual de Santa Cruz. Confesso que não é fácil. Preciso dedicar um tempo para atualizar meu currículo Lattes, elaborar meu pré-projeto, re-organizar toda a documentação necessária e partir para a seleção.
Estou ainda pensando na possibilidade de escrever um projeto para o Fundo Nacional de Cultura para a Academia de Letras de Ilhéus. Mas, pelo andar da carruagem, não conseguirei tempo.
Paralelamente, vou ajudando na coorden…

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O SEQUESTRO DOS RAIOS DE SOL" NA FEIRA LITERÁRIA LER AMADO

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No dia 09 de agosto contei histórias para um grupo de crianças da escola pública. Na oportunidade, além de sortear um livro, apresentei meu mais novo rebento: "O Sequestro dos Raios de Sol", uma peça de teatro que transformei em literatura.
 Alguma coisa de ruim está acontecendo na floresta...
 Quem foi que sequestrou os raios de sol?
Quem é o culpado pela destruição da camada de ozônio?
 Quem obriga populações inteiras de insetos e animais a fugirem do seu habitat natural?
 Quem são os responsáveis pela mudança dos leitos dos rios?

Todas as respostas estão em "O Sequestro dos Raios de Sol", já à venda na Editora Via Litterarum e na Livraria Papirus, em Ilhéus, na Bahia.

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE "A CASA DE SANTINHA"

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No último dia 19 de maio, às 19h00, foi lançado "A Casa de Santinha", na Casa dos Artistas, ao lado de mais cinco escritores grapiúnas. Foi uma noite animada, com a participação do Grupo Maktub.













QUER CONHECER A CASA DE SANTINHA?

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Prezados,
neste sábado, dia 19 de maio, às 19:00h, na Casa dos Artistas, tem lançamento do meu mais novo livro "A Casa de Santinha". 
O livro narra a história de Maria Bonita, a Rainha do Sertão, antes de entrar para o Cangaço. Ele mostra uma outra Maria, jamais vista e contada, "uma menina doce e sonhadora, vivendo a desilusão de um casamento infeliz e a euforia da descoberta de uma nova e misteriosa vida a partir de um grande e devastador amor, um dos maiores que o sertão já conheceu."
O livro estará à venda por R$ 15,00. E poderão ser adquiridos na noite de lançamento. Após isso, na Livraria Papirus, em Ilhéus.




A POLÍTICA DO TEATRO E O TEATRO DA POLÍTICA

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Cena da peça "O Inspetor Geral", de Romualdo Lisboa Para entender o enunciado acima, é preciso primeiro entender o conceito de Política. A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas “polis”, nome do qual se derivaram termos como “politiké” (política em geral) e “politikós” (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos). No sentido comum, vago, e às vezes um tanto impreciso, política, como substantivo ou adjetivo, compreende arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pela aliciação de eleitores. É o que diz a Wikipédia. Pois bem, tomando-se política no sentido etimológico do termo, concordar-se-á que todo Teatro é necessariamente político, visto que ele insere os protagonistas na cidade ou no grupo. A expressão designa, de maneira mais precisa, o teatro de agit-prop (termo proveniente do russo agitatsiya-propaganda/agitação e propaganda. É também uma for…

O POÇO DOS DRAGÕES

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Meia hora depois, Felipe chegou. Trazia com ele um daqueles megadróides inimigos de Ben 10, o Boss. Patrick foi logo perguntando: - Quem te deu este megadróide, Felipe? - Meu tio. - Ele solta lasers pelas mãos? - Não. - Então não presta! - Presta sim. Ele faz furacões com as pernas. - É mesmo? - Brincadeira. – Riu. Eles caminharam na direção do quarto. Patrick se agachou e puxou uma caixa de papelão grande, cheia de brinquedos velhos, que estava embaixo da cama. Remexeu até encontrar um arco ãopequeno e uma espada de madeira. - Tome! – Entregou a espada ao primo. - Pra quê? Já tenho meu megadróide. - Ele solta raios azuis? - Não. - A minha espada solta. Você vai precisar dela. - Pra quê? - Pra gente lutar contra o dragão. - Dragão? Que dragão? – Perguntou com medo. - Larga de ser medroso, Felipe. É um casal de dragões que moram no poço do quintal. A gente vai acabar com eles antes que eles invadam a Terra. - Não existe dragão no quintal. - Existe sim. Eu mesmo já vi. - Viu? - Nos meus sonhos. - Sonhos? E qu…

TODO MUNDO QUER UMA PONTA

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Cerca de mil e noventa e seis pessoas se cadastraram na pesquisa para figuração que uma produtora terceirizada da Globo realizou na última quinta-feira em Ilhéus. Foi interessante observar como todo mundo quer uma “ponta” na nova novela das onze horas que terá algumas cenas gravadas nas roças de cacau. E, de fato, será mesmo uma “ponta” já que aqueles que forem escolhidos pela assistência de direção apenas farão lavadeiras, trabalhadores rurais e peões. Os figurantes são o pano de fundo das cenas principais.

A “ponta” é uma gíria teatral - e também de televisão - que se usa para indicar aquele que terá um papel pequeno, sem qualquer fala. Diferente do “ponto” que era aquele que antigamente lia em voz baixa as falas do texto que deviam ser repetidas em voz alta pelo ator. O ponto ficava instalado num alçapão localizado no centro baixo do palco, escondido do público por uma proteção curva que ajudava a projetar o som de sua voz para o fundo da cena. Embora os atores não utilizem mais o r…