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Mostrando postagens de 2015

EU SEMPRE PENSEI ASSIM

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AS DOCES AMARGAS MEMÓRIAS DE PEDRO E ALICE

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PEDRO
O poeta profetizou. Aquela poesia do coração despirocado foi sinistra. Ele acertou na mosca! E eu achando que havia exagerado ao confessar que ela beirava a insanidade. Perder a virgindade num porão imundo de um auditório escolar em plena atividade pedagógica, especialmente na hora do intervalo é no mínimo pirraça, doidice, excentricidade, delírio! Falta adjetivo para compreender a proposta indecente e estapafúrdia que a louca da Alice me fez. “Então me faça mulher aqui. Agora!” Deus do céu! Será que ainda eu tenho idade para viver experiências intensas que transformem meu coração numa verdadeira bateria de escola de samba? Quando se é adolescente ou um jovem à beira dos 20 anos você ainda se aventura meia-noite numa estrada deserta sem medo de ser assaltado. Você é capaz de quebrar regras sem se preocupar com as consequências. Afinal, você só tem 20 e um mundo inteiro pela frente para corrigir as burrices que você cometeu. Aos 20 anos você é capaz de emendar a balada da noite ant…

CRÔNICA DE CADA DIA

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Imagem meramente ilustrativa da web
ATÉ QUE A MORTE NOS UNA Pawlo Cidade
“Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.” Enunciado assim é difícil crer que os casamentos de hoje durem tanto tempo. Há quem diga que os casamentos de outrora duravam por dois motivos: medo de ficar sozinho ou religião. Acrescente-se a isso a infidelidade. Aperitivo que permitia ao homem – e raramente a mulher – pular a cerca, mas continuar casado com a mesma parceira. “Em casa, tenho comida, roupa lavada e limpeza, na rua tenho o que minha mulher não me dá.” Célebre frase de um sem-vergonha machista que sentia a necessidade de uma escrava do lar, não de uma esposa.
Pois bem, finda a premissa (o mesmo que teoria, o conteúdo, a informação essencial que vai servir para escrever esta crônica) a partir da opinião de Arnaldo Ja…

CRÔNICA DO DIA A DIA

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GATO POR LEBRE Pawlo Cidade
Se você perguntar na Avenida Esperança onde fica a Rua Esperanto Perolato as pessoas vão erguer os sobrolhos e achar que você deve ter lido o endereço errado. Outros darão risada e alguns ainda vão repetir “Esperanto o quê?” Mas se você disser: “Rua do Cano”, todo mundo vai saber onde fica. E o nome que ficou na boca do povo, porém, algum vereador do passado na esperança de estar “prestando um (de)serviço à comunidade” apresentou um projeto de Lei que a batizou de Rua Esperanto Perolato. Nada contra o esperanto, esta língua artificial inventada por um médico judeu que não preciso citar o nome agora senão vocês vão acabar embrulhando a língua. Ah não ser que o nome faça jus ao significado real da palavra: “o que espera.” E é assim que vive o povo da Rua do Cano – digo “Esperanto”, esperando. Esperando tapar os buracos, asfaltar a rua, melhorar a iluminação pública, enfim!
Passada a introdução geográfica, cabe-nos chamar a atenção para um personagem conhecido d…

CRÔNICA DO DIA-A-DIA

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CATA NICA, MISERÁVEL! Pawlo Cidade
Cata nica, pinga pinga, coletivo, bus, lata velha, buzú! Ele pode ter vários apelidos, mas, a verdade é uma só: Sujeira, poltronas quebradas, cigarras que não funcionam (Pára aí, motorista!), horários desgovernados, linhas mal atendidas, motoristas estúpidos, cobradores e cobradoras mal humoradas, passagem cara!
Peraí, e nada se salva? Claro, toda regra tem exceção. Tem aquele que pára para a moça bonitinha no ponto, que varre o veículo no ponto final, que passa flanela nas poltronas molhadas quando a chuva pega todo mundo de surpresa; o condutor que dá bom dia, boa tarde, boa noite. E é só.
Hora do pico, confusão, empurra-empurra, rala-rala: “Oi, minha bolsa!” “Empurra não, p.!” “Peraí, véi!” “Respeita a senhora, aí, cara!” Quem entra primeiro, senta. Os mais solidários pedem as mochilas para segurar, os livros para apoiar no colo, a bolsa pra ninguém ficar mexendo por trás. E de, ponto em ponto, entra mais um, mais dois, mais três, mais dez. “Já tá …