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Mostrando postagens de Julho, 2017

“Adeus, vovô. Vou sentir sua falta também. Dá um beijo na vovó por mim”.

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- VOVÔ, VOVÔ... ACORDE! Vai pra cama, já está ficando tarde. Está chovendo, o senhor não está vendo?... – Johan puxava a mão esquerda do velho. Arron permanecia calado, insensível, na cadeira de balanço que às vezes costumava por na varanda, sempre que a noite chegava, para ouvir o canto da natureza. “A melodia que vem da mata, me acalma” – Comentava. A chuva forte foi diminuindo de intensidade. O vento e os trovões pararam. Johan não tinha medo deles e, apesar do pai sempre brincar dizendo que aqueles fenômenos da natureza indicavam que Deus estava dando uma geral no céu, preferia ficar na cama, embaixo do seu cobertor amarelo, com desenhos de aviões e carros de corrida.
Entretanto, aquela noite tinha sido diferente. Saiu do quarto e foi ver porque o avô ainda não havia entrado. Arron tinha medo de trovões. Os trovões eram estrondos muitos similares às bombas que caiam sobre Amsterdam, no dia em que os alemães invadiram e dominaram o país. Arron e seu pilotão jamais esqueceu daquele f…