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Mostrando postagens de Julho, 2010

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PALCO

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No Teatro tudo é permitido e, ao mesmo tempo, proibido. Todas as regras pre-estabelecidas de repente passam a não valer nada. O Teatro é paradoxal, contraditório e, acaba em alguns momentos se transformando numa arma. Muitos se arriscam em sua experiência, poucos compreendem a matriz dionisíaca que se apodera dos corpos frágeis e poéticos.
O Teatro é um processo. Só quem vive compreende as dificuldades e as alegrias. Plateia cheia, bilheteria gorda, nem sempre representa satisfação. Há uma grande diferença entre quantidade e qualidade. De cada cem pessoas, sete assimilam a mensagem. Sete são responsáveis por amar aquilo que fazemos. “Sete serão apenas aquelas que lerão o que escrevemos”, disse José Delmo.
Por falar em José Delmo, eu o vejo como o poeta da carne crua, da mão nua, do coração de papel. O mestre da arte cênica que apontou os caminhos e que descobriu seu próprio destino. O ator é um homem só. O escritor é um homem só. O diretor é um homem só.
A solidão procura no artista a de…

IMORTAL

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Abel Pereira, um dos fundadores da ALI

Pois é. Acabei sendo eleito para a Academia de Letras de Ilhéus. Irei ocupar a cadeira número 13. A mesma que pertenceu ao escritor Jorge Amado e depois a escritora Zélia Gattai. Agora sou - como são chamados os eleitos para a Academia de Letras: IMORTAL.
Pode ter certeza que todas essas bençãos (prêmios, eleição, lançamento de livros) é fruto de um trabalho que já beira quase três décadas. Aprendi nas tribulações, nas vitórias, nas lutas. Sobretudo, nas tribulações, pois, como diz o apóstolo Paulo na carta aos Romanos: "...a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado..."
Sei que ainda há muita coisa a conquistar. Sei também que tudo isso é apenas o começo. Foi por tudo isso que nunca perdi a esperança.