“Durante a escrita de "Rio das Almas", cheguei ao ponto de achar que já havia escrito tudo. Mas aí vem as pistas que foram deixadas nos primeiros capítulos, os mistérios que ainda não foram revelados, um personagem-chave que foi citado em um determinado capítulo que precisa ser evidenciado e a decisão mais difícil: como terminar o que se começou. Ando de um lado a outro do meu espaço de escrita, deixo o romance curar, embaixo da fluorescente, como se ele estivesse defumando sob a luz do sol. Em situações assim, Gabriel García Marquez pedia logo uma rosa amarela. Uma das muitas superstições do Gabo. Ele tinha as crendices, eu tenho Deus. Quem não tem Deus, tem crendices, a vida é assim. De súbito, nem mesmo terminei Rio das Almas e já surge a ideia de um novo romance. Pego meu bloquinho de notas, escrevo o título e uma pequena estrutura dos primeiros personagens. Retomo a trajetória de Deocleciano, protagonista de Rio das Almas, e descubro que, assim como os meus personagens, também esqueci de contar a história que dá título ao romance. E aí volto a trabalhar escrevendo que "DESDE QUE AS PESSOAS COMEÇARAM A ESQUECER DAS COISAS, ninguém mais se lembrava porque o rio das Almas se chamava Rio das Almas. Viva a literatura!.” (Pawlo Cidade)
CONTATO
domingo, 16 de maio de 2021
DA SÉRIE FRASES E PENSAMENTOS
sábado, 15 de maio de 2021
O POVOADO DAS ONZE MIL VIRGENS - CAPÍTULO 1 - SEU ANANIAS, “O HOMEM QUE TUDO VÊ”
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
RIO DAS ALMAS
"Padre Antão deu um salto do banco e pronunciou alguma coisa que ninguém entendeu. Era a caricatura viva de um mudo. Só que mais eloquente nos gestos e no olhar desesperado. O magrelo, de estatura mediana e feições ajustadas, pele cor de oliva, cabelos pretos encaracolados, sobrancelhas negras e bastas, conservava ainda a beleza de seu rosto oval e o pescoço curto, com raríssimos sinais de velhice, apesar dos seus sessenta e cinco anos. Dom Alcântara Machado dissera, ao pé de ouvido do próprio padre, no dia de sua colação de ordem eclesiástica, que sua beleza se configurava uma afronta ao celibato. E que qualquer falha de percurso, durante o seu ministério, deveria ser perdoada pela Papa. E os dois riram muito, deixando os demais membros da cerimônia religiosa curiosos" (Rio das Almas, p. 247, Editora Chiado Books).
domingo, 29 de novembro de 2020
RIO DAS ALMAS
A imagem é meramente ilustrativa. Trata-se do bucólico povoado de Capivari, no Serro, em Minas Gerais. Foto de Tom Alves.
"Rio das Almas, até aquela noite de 31 de julho de 1943, sempre foi um povoado de ruas tranquilas, gente hospitaleira, trabalhadora, campesina e festeira. Um povoado em que seus velhos sentavam à praça da Matriz para ver, todas as tardes, as mesmas pessoas, falar das mesmas coisas, rir das mesmas piadas, ouvir o sino da igreja, admirar o lusco-fusco no Monte Marrom e apostar qual dos dois jumentos, Cosme ou Damião, sobreviventes da tragédia da mina, em suas passadas lentas e simétricas, chegaria primeiro ao fundo da escola para comer o resto da merenda dos estudantes que as merendeiras depositavam na última hora da tarde". (Rio das Almas, EDITORA CHIADO, p.100)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
TRÊS PEÇAS DE TEATRO EM E-BOOK JÁ ESTÃO NA AMAZON
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
A HORA DO CONTO
Pawlo Cidade
domingo, 3 de novembro de 2019
CRÔNICA DE CADA DIA
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
"Educar é um ato de amor"
sábado, 1 de julho de 2017
“Adeus, vovô. Vou sentir sua falta também. Dá um beijo na vovó por mim”.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
AS DOCES AMARGAS MEMÓRIAS DE PEDRO E ALICE
PRÉ-VENDA LIBERADA! "Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus!"
O aguardado livro "Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus!", do autor Pawlo Cidade, já está disponível para reserva. Garanta ...
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Academia Conquistense de Letras reúne um seleto grupo de intelectuais e autores. Conforme o Estatuto da Instituição, são 40 (quarenta) membr...
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O grande poeta Fernando Pessoa imortalizou um verso que acusa o poeta de ser um fingidor. “Finge tão completamente que chega a fingir que é...
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Versão final da capa da nova edição, com ilustração de Jô Oliveira** e arte-final de Marcel E A TERRA ROLOU!* Quando chegaram ao alto ...













