Revista Bahia Mag, Edição 03, Agosto de 2013.
CONTATO
sábado, 24 de agosto de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
CARTA DE UMA LEITORA DE ILHÉUS
Cara Fabrini,
Que bom que você gostou de ler "O Caminho de Volta". Ao afirmar que quando começa a ler o livro imagina que os gansos estão ao seu lado isso me faz crer que você se envolveu de corpo e alma na trama. E esse foi meu objetivo ao escrevê-lo. Quero muito ver o telejornal. Já combinei com sua professora que farei uma visita à vocês no mês de julho. Só estamos amarrando as datas.
Quanto à minha inspiração, ela parte das pessoas que estão mais próximas de mim ou até mesmo das pequenas coisas que nos ocorrem no dia-a-dia. Muitas vezes não damos valor "as pequenas coisas", como um "bom dia" a um amigo, por exemplo. Eu valorizo muito isso. Uma outra coisa que gosto de fazer muito é batizar os personagens com nomes de pessoas que eu conheço ou que são do meu círculo familiar, como a gansa "Vivi". Este apelido é da minha esposa Viviane. E a personagem foi inspirada nela. Juninho foi baseado no meu sobrinho, Patrick e assim por diante. Inclusive ele é personagem de um livro inédito chamado "O Menino que sonhava com dragões," também de minha autoria.
Até o nosso encontro.
Um abraço,
Pawlo Cidade
NOTA: A professora Rita, da Escola Nucleada de Castelo Novo, distrito localizado a 25km de Ilhéus, adotou "O Caminho de Volta". Recebi dezenas de cartas iguais a esta, falando sobre o livro. Responderei à todas elas, pessoalmente.
sábado, 1 de junho de 2013
DO LIVRO INÉDITO "PÉROLAS AOS PORCOS"
BOOMERANG
Os inimigos dormem em camas de vidro.
Quando eles jogam pedras no seu telhado,
Repousam como se os seus aposentos
Não fossem se despedaçar.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O CAMINHO DE VOLTA
O maior prazer do escritor não é
publicar um livro. Sua maior satisfação é saber se o seu livro é lido. Melhor ainda
é ter retorno sobre o que você escreveu. E foi isso que fizeram os estudantes
da rede pública de ensino da Escola Nucleada de Castelo Novo. Orientados pela
professora Rita Aparecida, eles voaram junto comigo para fugir de um rigoroso
inverno canadense, em busca de abrigo e alimento. O inverno frio, com contínuas
tempestades de neve os forçava a emigrar. Claro que não estou falando dos
estudantes da Rua Napoleão Loureano, do distrito de Castelo Novo, (que também
já foi cenário de um dos meus livros: “O Tesouro Perdido das Terras do Sem Fim”),
mas, dos gansos Ivan, Vivi, Coró, Tárcia, Cláudio, Osmar, Juninho e Gambão personagens
do livro “O Caminho de Volta”, adotado pela professora.
Recebi de Rita uma dezena de
cartas me convidando para visitá-los. “Será de grande honra para mim e meus
colegas”, diz Fabrini Gomes, uma das alunas; “Li o livro O Caminho de Volta e
gostaria de conhecê-lo”, escreve Alan de Jesus; “Eu entendi que ninguém dava
nada por Ivan mas ele conseguiu provar que não precisa ser forte fisicamente
para conseguir algo e sim nós devemos ter força de vontade, coragem para
conseguirmos atingir os nossos objetivos,” explica Thaís de Oliveira em outro carta;
“Eu aprendi muitas coisas importantes lendo seu livro, eu aprendi que para ser
herói não precisa ter força e sim inteligência e caráter,” declara Brenda Cruz;
“Gostei da sua criatividade em inventar cada personagem com sua fala e seu
jeito de ser, e de pensar especial é muito forte que até podemos sentir que
estamos dentro do livro,” disse Daniela Leal em um trecho de uma outra carta.
E assim fui lendo, e li mais de
uma vez, todas as cartas. Vou responder cada uma delas, sobretudo o grande
número de perguntas que cada um fez: “O senhor estudou em escola pública?” “Tem
alguma pessoa na sua família que é um herói ou heroína?” “O senhor pediu ajuda
a alguém para escrever o livro?” “Você se inspirou em alguém para criar os
personagens?” Jeciane Oliveira disse que iria fazer um milhão de perguntas
quando eu fosse visitar a escola. Eles estão preparando um trabalho sobre o
livro. Quer dizer, sobre os livros, porque também estão lendo “As Aventuras de
João e Maria”, uma releitura que eu criei sobre o clássico dos Irmãos Grimm.
Rita, você não é uma professora. É
uma educadora. Sinto-me privilegiado por ter sido o autor escolhido por você
para despertar a leitura num mundo onde o facebook, o twitter e o quase finado
Orkut conseguem atrair milhares de jovens. Fico emocionado, feliz, eufórico,
querendo gritar, pular, dançar por saber que existem pessoas como você que se
preocupam com o futuro de seus alunos. Sobretudo aqueles que moram em nossos
distritos. Obrigado por escolher um autor regional, com histórias que vão muito
além da territorialização, para mostrar aos leitores, sobretudo os meus de
Castelo Novo, da Rua Napoleão Laureano, da Rua Nossa Senhora da Conceição, que
podemos ir longe, muito longe, apenas lendo. Obrigado, Tainara Batista, Maiana
Dias, Ariana Oliveira, Vanessa Ferreira, Gleice Kelly, Caline Batista, Jeciane
Oliveira, Daniela Leal, Brenda Cruz, Thaís de Oliveira, Alan de Jesus, Fabrini
Gomes por terem compartilhado comigo a alegria da escrita, o caminho da
aventura e a saída para a liberdade.
Ler é uma viagem. Até a próxima
aventura.
Matéria a ser publicada no Diário de Ilhéus, na coluna Coxia. Ilustrações de Bruno Santana para o livro "O Caminho de Volta" , editado pela Via Litterarum Editora, 2010.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
CRÍTICA LITERÁRIA
O que tem Maria Amélia com os amores de Caetano?
Por Pawlo Cidade[1]
Chegou
às minhas mãos a obra de Chiquinho. Face a leitura fácil, gostosa e
esclarecedora, me vejo às voltas de um historiador que, além de contar com
esmero os fatos, causos e acontecimentos de sua Terra natal, sabe como ninguém
que a memória é o essencial – como diria Jorge Luis Borges – “visto que a
literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.”
Pois
é o que vemos ao ler “Cidade Tobogã”, livro que conta a história da cidade de
Ibirapitanga (distante 106 km de Ilhéus), a cidade que “nasceu entre os rios
Cachoeira do Pau e Revés.” Como também sou um contador de causos e histórias,
saltei alguns capítulos e fui logo conhecer as curiosidades e acontecimentos
que tiveram como protagonistas diversos moradores como Antonio Aragão, Mestre
Né, Gia que deixaram registrado uns chavões como o título que leva este artigo
sobre o livro. Me diverti mais ainda ao conhecer os apelidos exóticos que a
saudosa “Cachoeira do Pau” abrigou como Barriga, Cheiro, João Relento, Calango,
Beiju, Zoi de Porco e Boca Mole que de mole não tinha nada.
Todavia,
“Cidade Tobogã” abriga muito mais que causos e apelidos, traz em cada página,
as recordações e as notícias, quase em forma de crônicas, sobre questões como o
plebiscito que emancipou Ibirapitanga por apenas um voto; as festas populares,
representadas pelo Bumba-meu-boi, o Terno de Reis, o Carnaval, a Festa da
Páscoa, Santo Antonio, São João e São Pedro, “ao som das músicas juninas os
rapazes, moças, velhos e velhas, dançavam agarradinho e funga-funga,
esquentando as noites frias do mês de junho. Era um tempo bom,de alegria, no
ritmo do “chiado da chinela” e da beleza dos fogos que explodiam nas
redondezas”, relata Chiquinho.
“Chiquinho”, (no centro da foto) que outrora fora batizado de Francisco Quinto de Souza Neto, ficou mais
conhecido pelo apelido que pelo nome sem, em nenhum momento, ser desmerecido
pela alcunha que, certamente, o imortalizará. “Chiquinho” traduz a
simplicidade, o sorriso simpático, a conversa serena, o discurso pragmático e a
introdução segura com que aponta cada um dos seus capítulos das duas partes em
que o livro está dividido.
Eu,
não tenho dúvidas que este “Cidade Tobogã” será para os moradores de
Ibirapitanga uma bússola, um registro vivo de sua história, de sua gente,
escrita – como bem afirma minha amiga e poeta Geny Xavier - “a partir do olhar
atento e afetuoso de um cidadão ibirapitanguense que, pelo afeto à sua cidade
natal e pela vivência social, cultural e política, se fez conhecedor de muitos
aspectos que determinam a história desse município.”
Parabéns,
Francisco Quinto, sei que tens muito ainda a contar. Afinal, mesmo que Maria
Amélia não tenha nada a ver com os amores de Caetano, não poderia deixar de
parafrasear Mestre Né, o saudoso intérprete da voz de Vicente
Celestino que bradava que cachorro só Surubim; espingarda só de cartucho;
mulher só Áurea e memorialista de “Cachoeira do Pau” só Chiquinho!
sábado, 8 de setembro de 2012
ENTRE LIVROS E LETRAS, VOU "TOCANDO" O BARCO. NEM SE EU FOSSE MÚSICO.
Estou
fazendo uma disciplina de Gestão Matricial e Compartilhada do Espaço Público,
coordenada pela Fundação Getúlio Vargas. Ela faz parte do Curso de Gestão das PECs
- Praças dos Esportes e da Cultura. Esta disciplina irá nortear a criação de um
Conselho Gestor, formado pelo governo e pela sociedade civil, com objetivo de
se criar uma gestão compartilhada para a PEC. É uma disciplina online que
permite escolher os dias e os horários para estudá-la.
Tenho ainda
que participar do processo de seleção do Mestrado de Letras: Linguagens e
Representações, da Universidade Estadual de Santa Cruz. Confesso que não é
fácil. Preciso dedicar um tempo para atualizar meu currículo Lattes, elaborar
meu pré-projeto, re-organizar toda a documentação necessária e partir para a
seleção.
Estou ainda
pensando na possibilidade de escrever um projeto para o Fundo Nacional de
Cultura para a Academia de Letras de Ilhéus. Mas, pelo andar da carruagem, não
conseguirei tempo.
Paralelamente,
vou ajudando na coordenação da atualização e cadastramento dos dados de
artistas, equipamentos e atividades culturais para um banco de dados do Sistema
Municipal de Informações e Indicadores Culturais da Fundação Cultural de
Ilhéus. Instrumento importante para as próximas ações governamentais. Criei um
blog a respeito onde irei alimentar todas as informações que forem chegando. Inventei
ainda de escrever “editoriais” para o Diário de Ilhéus, como se já não bastasse
minha coluna semanal de Teatro, a Coxia, do Caderno 2, que sai aos sábados.
Pra completar,
tenho que escrever a peça infantil “A Arca de Noé” até 20 de setembro para
concorrer ao Edital da Funarte de Montagem Teatral Miryan Muniz. Iniciei as
primeiras cenas, mas, tive que interromper para preparar uma pregação sobre Humildade que darei no dia 09 de
setembro, domingo, na Igreja Missionária Evangélica do Betel Brasileiro. Toda a
minha pregação estará pautada na passagem de Lucas 14:7-11. Uma parábola sobre
os primeiros assentos e os convidados.Todo mundo tá convidado.
Não posso
deixar de concorrer ao Prêmio Nacional de Novelas Históricas, promovido pela
Fundação Pedro Calmon. Já defini o tema, criei um título, tracei o primeiro
capítulo. Tenho até 20 de outubro para terminar e enviar. Ele vai ser baseado
numa obra escrita pelo meu bisavô em 1897.
Tenho que
terminar o livro “Ilhéus Tem” – uma espécie de guia turístico diferente, ainda
este mês, para entregar a Editora; Estou também devendo uma série de livros
infantis, com histórias curtas, sobre um tema bastante conhecido do grande
público. Comecei a escrever um, “O Menino que sonhava com dragões”, mas ele tá
parado, esperando que eu continue. Tenho medo de ser queimado pelos dragões. Eles
já tentaram fugir uma vez, mais o herói da história conseguiu mantê-los enjaulados.
Pra completar
tenho que criar o espetáculo final do Curso Anual de Iniciação Teatral que
termina em novembro. Acho que vou encerrá-lo na última semana de novembro. Comecei
a criar alguma coisa com os alunos. Mas, não me agradou. Preciso pensar em algo
rápido.
Estamos atrasados
com as reuniões do Fórum de Agentes, gestores e empreendedores culturais do
Litoral Sul e na definição de uma data para uma oficina de elaboração de
projetos culturais.
Bem,
escrever é bom. Por isso não me desespero. Vou tocando o barco, resolvendo meus
compromissos, fortalecendo minha fé em Deus e lendo. Lendo muito.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "O SEQUESTRO DOS RAIOS DE SOL" NA FEIRA LITERÁRIA LER AMADO
No dia 09 de agosto contei histórias para um grupo de crianças da escola pública. Na oportunidade, além de sortear um livro, apresentei meu mais novo rebento: "O Sequestro dos Raios de Sol", uma peça de teatro que transformei em literatura.
Alguma coisa de ruim está acontecendo na floresta...
Quem foi que sequestrou os raios de sol?
Quem é o culpado pela destruição da camada de ozônio?
Quem obriga populações inteiras de insetos e animais a fugirem do seu habitat natural?
Quem são os responsáveis pela mudança dos leitos dos rios?
Todas as respostas estão em "O Sequestro dos Raios de Sol", já à venda na Editora Via Litterarum e na Livraria Papirus, em Ilhéus, na Bahia.
terça-feira, 22 de maio de 2012
NOITE DE AUTÓGRAFOS DE "A CASA DE SANTINHA"
No último dia 19 de maio, às 19h00, foi lançado "A Casa de Santinha", na Casa dos Artistas, ao lado de mais cinco escritores grapiúnas. Foi uma noite animada, com a participação do Grupo Maktub.
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