quarta-feira, 31 de julho de 2024

APOIS...


 

"Eu sou um colecionador de histórias. Gosto de ouvi-las, senti-las, palpá-las. E reconto. O escritor é aquele que retrata suas experiências ao longo da vida. Tudo é um ponto de partida. Tudo é um novo começo. Eu falo destas experiências, destas vivências boas e más. Meus livros estão recheadas delas".

quinta-feira, 25 de julho de 2024

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA INVENÇÃO DE SANTA CRUZ?



Obra de Pawlo Cidade é inspirada no realismo mágico e na mitologia indígena, e será lançada nesta quinta-feira (25), na Academia de Letras de Ilhéus


Você já ouviu falar na invenção de Santa Cruz? Santa Cruz é uma cidade que está a beira de completar 500 anos e vive dias de calamidade, eleição e acreditando que as coisas não vão mudar. Uma cidade de um povo extremamente festeiro, que se desaba um morro e não tem morte, faz festa. Se tem um acidente, sem morte, faz festa também. Tudo é festa. Até quando alguém morre, tem gente que ainda quer festa. A cidade faz divisa com Renascer, e dizem que ela não foi criada, e sim inventada. Surgiu de repente, em 1534, e as pessoas começaram a invadir e achar que eram donas de tudo. E tudo por causa de um cara chamado Francisco Mero, que quando foi expulso da Vila, no mesmo ano, enterrou uma cabeça de burro na cidade e disse que nada mais ia andar naquele lugar até que alguém encontrasse essa cabeça e, como resultado, os problemas iriam acabar. 

Um certo dia, um prefeito baixou um decreto dizendo que quem encontrasse a cabeça de burro receberia R$500 mil e a comenda. Isso gerou uma confusão, pois a cidade virou queijo suíço, de tanto buraco que cavaram em Santa Cruz. Mas, a medida que as pessoas cavavam o buraco, o prefeito, esperto, já encaminhava a empresa para tapar e não dar tempo para a oposição falar nada. E aí? Estão reconhecendo algo? Mas, chega de spoiler. Essa história faz parte do livro de Pawlo Cidade, e ele mesmo narrou esse trecho durante a entrevista que deu nesta quinta-feira (25), ao programa O Tabuleiro, da Ilhéus FM. Inspirada no realismo mágico e na mitologia indígena, Paulo relatou que a história vai se desenvolvendo cheia de confusão e é dividida em três partes. "Uma delas é quando o secretário de turismo tem a ideia de tirar a estátua quase centenária de uma praia e mudar para o outro lado do rio. Ele poderia usar outros meios mais modernos, mas acha que seria melhor fatiar o Cristo e isso gera uma confusão miserável", declarou Pawlo. 

O escritor nega que é o prefeito de Santa Cruz, mas admitiu que é um dos personagens dessa cidade curiosa. E você também não ficou curioso? Então não perca o lançamento do livro "A invenção de Santa Cruz", nesta quinta-feira, às 19h, na Academia de Letras de Ilhéus.

Confira a entrevista completa no vídeo acima.

Matéria originalmente publicada no site O tabuleiro.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

PRÉ-VENDA ENCERRADA! OBRIGADO A TODOS QUE ADQUIRAM "A INVENÇÃO DE SANTA CRUZ" NA PRÉ-VENDA



Nossos agradecimentos a todos que adquiram durante a pré-venda, meu novo romance A Invenção de Santa Cruz. O lançamento está marcado para o dia 25 de julho, às 19h, na Academia de Letras de Ilhéus, com direito a bate-papo sobre o processo criativo, bolo de tapioca, chocolate e café! Vai perder?

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Eu não vendo livros... Compartilho histórias.




Eu não vendo livros... eu vendo histórias. Eu não espalho palavras sem rima no papel... Eu junto emoções. Eu conecto pessoas, eu vivo o sobrenatural.
A invenção de Santa Cruz é uma distopia, muito próxima. Certamente é uma visão negativa do modo como Santa Cruz está caminhando. Mas é, também, um anúncio urgente para uma mudança definitiva de direção.

Quer conferir? Leia A Invenção de Santa Cruz.

Pré-venda prorrogada até dia 30. Últimos exemplares. Investimento R$ 50,00.

Pix 73.99998.2555, em nome de João Paulo Couto Santos.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

PRÉ-VENDA PRORROGADA!




A pedidos, prorrogarei por mais 6 dias a pré-venda de A invenção de Santa Cruz. Mas já adianto que tenho pouquíssimos exemplares. A promoção vai agora até dia 30/6 ou enquanto durar esta primeira tiragem. 

Para adquirir é só fazer um pix para o celular 73.99998.2555, em nome de João Paulo Couto Santos, e enviar o comprovante pelo direct. Se quiser outra forma de pagamento só me chamar. 

A invenção de Santa Cruz conta a história de uma cidade que às vésperas de completar 500 anos vive dias de calamidade e corrupção: seca, pestes e eleições. Habitada por personagens que parecem ter saído do Auto da Barca do Inferno, cada um com sua iniquidade e sua alegação, em seu jeito e trejeito, em sua cor e costume, sem tirar nem pôr, moradores de um povoado que um dia, quem sabe, o mar haveria de engolir. 


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sexta-feira, 21 de junho de 2024

ÚLTIMOS DIAS DA PRÉ-VENDA DE "A INVENÇÃO DE SANTA CRUZ"


Domingo, 23 de junho, termina a promoção de pré-venda do meu novo livro: A Invenção de Santa Cruz. Coincidência ou não, no domingo também faço 5.6. É uma idade considerável para quem está à beira dos quase sessenta. Este será meu 24º livro e o meu 6º romance. 

Escrever este novo romance foi uma experiência incrível que começou no verão de 2022, durante minha participação na 1a. Feira de Livros de Serra Grande - FLISG, em Uruçuca, Bahia. Eu queria contar uma história diferente, talvez até original, que tivesse uma mistura de distopia, utopia e autoficção. Doideira, não é? Senti também que a mitologia indígena deveria permear toda a trama, envolvendo diretamente a participação de algumas divindades que estivessem ligadas diretamente ao comportamento humano e as ações da natureza. A exemplo de Amana-manha, a deusa da chuva e protetora das nascentes dos rios. Estas aleivosias que permeiam toda a história retratam a existência de um mundo em outro mundo (o nosso), numa mesma terra, em que coexistem, povoam e impregnam toda a trama. E o resultado foi A Invenção de Santa Cruz. 

Optei também por usar expressões muito regionalistas. Muitas vezes só nossa. Como: cabo-de-esquadra (amante), chuva-cachorra (chuva muita fina que não dá para molhar), cavalo-gravata (o que tem uma mancha no pescoço), entre outras. Todas elas tomei emprestado do escritor Euclides Neto (Dicionareco das roças de cacau e arredores, Editus/2002) e o desfecho gerou uma prosa divertida e poética.

Em 2023, pensei em abandonar a escrita deste livro durante o tratamento de um câncer do cólon. Entre uma quimioterapia e outra eu tentava escrever um capítulo. Mas os efeitos colaterais da quimio confundiam minhas ideias e não me deixavam dar prosseguimento a história. Quando finalmente terminei as 12 sessões, 12 longas batalhas, 12 longos trabalhos - como os de Hércules - a história estava lá, me esperando, só aguardando o momento dos meus dedos escorregarem pelas teclas do meu notebook para ganhar vida. E assim nasceram 41 mil palavras, 26 capítulos e 216 páginas. 


Capa embaixo d'água. Uma referência ao 
período chuvoso de Santa Cruz, em 1914.

O livro é editado pela Editora Teatro Popular de Ilhéus, com projeto gráfico e capa do meu amigo Romualdo Lisboa. A capa é originada de um mapa de 1640, de João Teixeira Albernaz, o Velho, que retrata a porção Norte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus.

O livro será lançado, com fé em Deus, dia 25 de julho, às 18h30, na Academia de Letras de Ilhéus. Te aguardo lá, meu querido leitor, minha querida leitora.

P. S.: Para adquirir o livro basta fazer um Pix para o celular: (73) 9.9998.2555, em nome de João Paulo Couto Santos. Depois enviar o comprovante para o direct do meu Instagram ou para o e-mail: dimensoesculturais@gmail.com ou diretamente para os que têm meu zap.

Quem não é adepto do PIX, poderá transferir para:

Banco Itaú/Agência: 0291/Conta Corrente: 11.367-8.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

LIVRO NOVO CHEGANDO!




A INVENÇÃO DE SANTA CRUZ
Romance de Pawlo Cidade


“A HUMANIDADE É FEITA DE NUANCES E A VIDA 

É O MAIOR MILAGRE DE TODOS”.



ÀS VÉSPERAS DE COMPLETAR 500 ANOS, Santa Cruz, a cidade que ainda insiste em ser chamada de povoado, vive dias de calamidade e corrupção: seca, pestes e eleições. Habitada por personagens que parecem ter saído do Auto da Barca do Inferno, cada um com sua iniquidade e sua alegação, em seu jeito e trejeito, em sua cor e costume, sem tirar nem pôr, moradores de um povoado que um dia o mar haveria de engolir. Mas até lá — repetia Mariazinha Linguado — a gente vira peixe!

E quem disse que seu povo está preocupado com lendas e histórias? Qualquer coisa é motivo de comemoração, de despir o luto. Abaixo a tristeza! Não tem acontecimento, causo, aniversário, batizado ou chegança em que o povo não caia na gandaia. Inclusive para festejar as intempéries da vida. Santa Cruz enfrentava os momentos desfavoráveis e as desgraças com alegria. Não tinha infortúnio certo.

No povoado onde peixe tem nome de homem e homem tem nome de peixe, repleto de indivíduos de alta estirpe, que dizem possuir valores firmados na verdade, personalidade, hospitalidade e autenticidade — Senhor, tende piedade deles! —, paradoxalmente, o absurdo se faz cotidiano quando alguém é capaz de gastar dois reais apenas para evitar que o outro ganhe um. É o local onde nem todo filho de peixe, peixinho é, onde as lições de hereditariedade não se aplicam à índole e ao caráter. 

Nesse espaço ímpar, descobrimos que as más influências estão por toda parte, quase palpáveis, como o odor forte do mercado de peixe da Central de Abastecimento, ao qual, inacreditavelmente, todos vão se acostumando. É o ar que respiramos, uma realidade que imperceptivelmente se entranha na gente.

E é no seio desse povoado, que cada um de nós acaba por se tornar o "peixe" de alguém, numa teia de interdependências e influências mútuas, onde cada ação e decisão reverbera através do coletivo. Às vezes somos a presa, em outros momentos, somos o predador, mas sempre fazemos parte desse ecossistema humano carregado de contradições e encantos. Aqui, no povoado dos absurdos, cada dia é uma nova revelação de que a humanidade é feita de nuances e a vida é o maior milagre de todos.

PRÉ-VENDA. Já está aberta a pré-venda que vai até o dia 23 de junho (dia do meu aniversário!!!). Nas compras antecipadas o livro sai no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais). Na data do lançamento, dia 25 de julho, na Academia de Letras de Ilhéus, o livro vai custar R$ 65,00. Compras podem ser feitas através do PIX (73) 9.9998.2555, em nome de João Paulo Couto Santos. O comprovante deve ser enviado pelo direct (Instagram) ou para o zap (73) 9.9154.7019. Se preferir pode também ser encaminhado para o e-mail: dimensoesculturais@gmail.com 


PAWLO CIDADE nasceu em 1968, em Ilhéus (BA) , e, além de escritor, é também articulista, gestor cultural e professor. Publicou mais de vinte livros, entre romances, teatro, gestão da cultura e novelas juvenis. É membro da Academia de Letras de Ilhéus, onde foi presidente por dois mandatos.



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segunda-feira, 4 de março de 2024

TIRINHAS





 

Texto: Pawlo Cidade

Deadpool: Marca registrada da Marvel

Jorge Amado: Foto de Mario Ruiz

Mais tirinhas na minha página oficial do Instagram: @pawlocidade


quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

SE A MULA SE RETAR, SAI DE BAIXO!

 

Prédio da Biblioteca Pública Adonias Filho, Praça Castro Alves, Ilhéus/BA.

Abandonado pelo governo atual.

 

Até quando permaneceremos omissos ao descaso com que nosso patrimônio cultural vem sendo submetido? Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio, autor do clássico “As Veias Abertas da América Latina” estava certíssimo quando disse que “vivemos em plena cultura da aparência”. Observe: “o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral importa mais que o morto, as roupas importam mais do que o corpo, e a missa importa mais do que Deus”. 


Na educação da Bahia, diga-se de passagem, o resultado é mais importante que o processo. Claro que ter muitos alunos com capacidade de leitura, escrita e interpretação de texto aprovados é um sonho de resultado. Mas para se chegar a isso muitos aspectos devem ser observados, sobretudo, o trabalho exaustivo da professora em sala de aula. Mas seguindo a ideia de Galeano e não a fala dele, a escola que reprova alunos é uma escola autoritária. Como é que é? É!... E quem disse que é você, professor, professora, que decide que o aluno deve ou não passar de ano? Hein, Naninha? Rapaz, esta declaração dada pelo nosso governador me trouxe a lembrança a frase célebre e cirúrgica do saudoso Octávio Mangabeira, que governou a Bahia de 1947 a 1951, que diz: “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.


Mas na retomada desta minha escrita neste programa, meu foco é o prédio escolar General Osório que funcionou como escola pública durante mais de oitenta anos. Depois se transformou na casa do livro e da leitura, a Biblioteca Pública Adonias Filho e o Arquivo Público Municipal João Mangabeira. A aparência que se tem da Biblioteca, hoje abandonada, portas fechadas, janelas desabando, livros espalhados pelo chão, mofo, ratos, baratas e festa das traças é que os responsáveis por fazê-la ressurgir das cinzas são uns ignorantes. É até ofensivo afirmar isso. Ignorantes. Mas a ignorância, não é Ediel?, muitas vezes, é a única cultura que algumas pessoas tem. E, não tenho nenhuma dúvida que elas sabem que “a cultura de um povo é o seu maior patrimônio”. O que dizer então de uma biblioteca pública?


Posso dizer uma coisa, Vila? O prédio centenário já ruiu. Desabar é só uma questão de tempo. E você pensa que vão erguer uma biblioteca novinha, cheia de livros cheirosos, esperando os mais ávidos leitores e pesquisadores para folheá-los? De-sis-ta. Quando isso acontecer, no dia seguinte, uma rede de fast food se apropria do terreno e deixa apenas um pedaço da fachada, de preferência a que está escrito “Sexo Masculino” de um lado e “Sexo Feminino” do outro. Mas quem disse que se honra a cultura, preservando a sua fachada? Quem disse que se honra a cultura, distribuindo migalhas? Quem disse que se honra a cultura, comercializando as praças? Quem disse que se honra a cultura, aparelhando sua estrutura? Eu não disse. Se você disser que eu disse, eu digo que é mentira.


E, por fim, parafraseando uma grande escritora nigeriana, autora de “A coisa à volta do seu pescoço”, entendedores entenderão, a biblioteca não faz as pessoas. As pessoas fazem a biblioteca. Se uma cidade inteira de leitores, artistas, professores, profissionais liberais, jornalistas, advogados não fazem parte da biblioteca, então deixem ela ir ao chão. 


As pessoas criticam tanto a falta de esgoto na sua rua, a lâmpada que queima toda semana no seu bairro, o lixo que não é recolhido, a falta de professor na escola e a mãe de Pantanha que não deu bom dia a você quando cruzou a esquina, por que não critica o pouco investimento que este governo faz em cultura?


Naninha, Seu Jorge, Dudu, Vila, investir em cultura não é caridade. É uma necessidade essencial para a vida do cidadão. Prova disso foi a pandemia, que, pelo visto, muita gente já esqueceu. 


Enquanto isso, fiquem sem teatro, sem biblioteca, sem arquivo público, sem circo, sem nada. Um povo sem cultura é como mula no cabresto. A gente leva para onde quer. Mas se a mula se retar, sai de baixo!


PRÉ-VENDA LIBERADA! "Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus!"

  O aguardado livro "Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus!", do autor Pawlo Cidade, já está disponível para reserva. Garanta ...