VITÓRIA FAZ 34 ANOS E REÚNE ESTUDANTES E ESCRITORES GRAPIÚNAS

Foto de Maurício Maron

As comemorações alusivas aos 34 anos de fundação do Colégio Vitória, em Ilhéus, foram iniciadas, esta semana, com um encontro pra lá de especial. Crianças do 5º ano Fundamental, interessadas na leitura e no encantamento da escrita, se reuniram com Janete Badaró, Ana Virgínia Santiago, Pawlo Cidade, José Rezende Mendonça e José Nazal para, juntos, trocarem idéias sobre obras com temáticas regionais, a paixão pela cidade e a satisfação em escrever sobre aquilo em que se acredita. Obras dos autores convidados foram sorteadas durante a atividade.

O encontro marcou a conclusão do estudo do capítulo “A Nação Grapiúna”, do 5º volume da Coleção Ilhéus... Ontem e Hoje!!!, obra idealizada e escrita pela própria fundadora do colégio, a historiadora e educadora Adélia Melo. “Um dia perguntaram a Adonias Filho o que Ilhéus produzia além de cacau. Prontamente, ele respondeu: escritores”, lembra professora Adélia em um dos trechos da coleção, para destacar aa importância do estímulo permanente à leitura entre os jovens.

A idéia do encontro partiu das professoras Adriana Galo e Ana Flávia Moura. “Foi bom para que todos pudessem perceber que a história de Ilhéus pode ser contada por diversas formas, seja através de livros, poemas, fotografias, teatro...”, destaca Adriana Galo. Durante o encontro, José Nazal brindou os alunos ao apresentar um livro sobre Ilhéus, editado há mais de 90 anos. “Conhecer a história da terra, é conhecer a própria história. Um povo sem história é um povo sem alma”, lembrou.

Pawlo Cidade empolgou a turma ao brincar, contando estórias e histórias. Mostrou que fatos importantes do passado de Ilhéus estão presentes em mais de 11 livros de sua autoria, de forma lúdica e, até, teatral. José Rezende Mendonça falou da importância do registro de imagens, que, sem elas, “a emoção em viver a história não seria a mesma”. Relembrou detalhes históricos do bairro do Pontal, tema da sua mais recente obra literária, lançada há poucos dias.

Homenagem - Já a escritora e poeta Ana Virgínia Santiago falou, dentre outras coisas, do encantamento pela leitura. “Só tem o que escrever, quem lê”, afirmou. Ana mostrou duas de suas publicações e disse estar emocionada pelo fato de, no mundo de hoje, crianças estarem tão envolvidas na história e na leitura de sua cidade. Primeira mulher a ocupar uma Cadeira da Academia de Letras de Ilhéus, Janete Badaró presenteou os alunos declamando um de seus poemas “A Bandeira”, conteúdo da sua obra “Máscaras em Procissão”. Surpreendeu e foi surpreendida também. Os alunos apresentaram um jogral contando parte da história de vida da escritora.

Entusiasmo - “Sem aprendermos sobre a história, o nosso passado seria um mistério”, destacou a aluna Alice Valero. “São todos muito simpáticos”, afirmou Pedro Elias. Para João Pedro, o encontro foi “legal e relaxante”. João Pedro disse que adorou quando ouviu José Nazal falar a história dele e os livros de Pawlo Cidade, do livro que ele queria ganhar “As aventuras de João e Maria”. Para Malu Campos, o importante é o aprendizado “saindo do livro para o encontro real”. “Foi tudo muito lindo e especial neste encontro”, resumiu a escritora Ana Virgínia Santiago.

As comemorações dos 34 anos do Colérgio Vitória coincidem com o anúncio do Ministério da Educação que posiciona a instituição de ensino entre as 15 melhores da Bahia e a segunda melhor avaliada do interior do estado. O novo ranking foi anunciado durante a divulgação do resultado do “Enem por escola”. A classificação obtida, na opinião de Ana Carolina Melo, diretora da escola, é resultado de um trabalho sério, planejado e permanente. A diretora também atribui o resultado à qualidade dos educadores e a metodologia de ensino, condições que levaram a instituição de ensino a ser vencedora regional em cinco das últimas seis avaliações. 

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